O naturalmente sofisticado hábito de fumar charuto está se tornando cada vez mais popular. Diferente dos cigarros comuns, os cubanos devem ser fumados em ocasiões especiais. Desde a escolha do charuto até a última baforada, é necessário que o apreciador domine alguns termos e técnicas, importantes para tornar o momento mais prazeiroso. Para tirar dúvidas de iniciantes ou abastecer o repertório de iniciados, a dupla Marcello Borges e Carlos Eduardo Barretti escreveram O Livro do Charuto, que será lançado hoje, no Recife.
Os dois são proprietários da editora Empyreus, de São Paulo, e decidiram que a primeira publicação da empresa deveria versar sobre um assunto dominado por ambos. O resultado foi o primeiro livro de charutos brasileiro e também o primeiro a ser escrito em língua portuguesa. “Antes, o público nacional tinha que se contentar com as traduções, a maioria delas feitas de livros de arte, com mais ilustrações que informações. Agora temos um texto feito aqui”, destaca Borges, que estará hoje no Recife, para lançar o livro.
O principal objetivo dos autores era compor um manual que orientasse os charuteiros. Mas O Livro do Charuto é mais que um guia para marinheiros de primeira viagem. O título traz informações gerais sobre a produção do tabaco, o plantio, a colheita, o processo de produção, as pragas, os tipos de solo adequados para a plantação e sobre como tudo isso interfere no sabor do charuto. Também há dados sobre como guardar, conservar e transportar os cigarros.
Cercado de ritos próprios e procedimentos especiais, o momento de acender um cubano não foi esquecido pelos escritores. A pesquisa feita pela dupla ensina qual a melhor maneira de cortar o charuto, como se deve acendê-lo, como e quando fazê-lo em lugares públicos e em casa de amigos. Também há um menu de bebidas que ficam ainda melhores quando acompanhadas dos “puros”. Para os que não dominam os nomes dos charutos, o livro traz uma introdução a uma lista extensa de marcas cubanas, brasileiras e de outros países. Para cada um deles, os autores descreveram seus modelos, características da folha e do sabor.
http://www2.uol.com.br/JC/_1998/0505/cc0505b.htm
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