A reabilitação da cultura do fumo no Recôncavo baiano, que pretende recuperar empregos perdidos com a desativação de diversas fábricas de charuto da região, é o objetivo de um movimento integrado pelo governo federal e estadual, instituições de pesquisa e produtores.
No final de janeiro, o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, o secretário executivo, Francisco Jardim, e o diretor de Defesa Vegetal do Ministério da Agricultura, Cosam Coutinho, estiveram na China em missão de trabalho e entregaram ao vice-ministro da Agricultura da China, Wei Chuanzhong, os documentos comprobatórios de que a Bahia é um estado livre do mofo azul. “Nosso objetivo é a recuperação econômica e social do recôncavo, que vive da cultura do fumo. São 12 mil pequenos produtores e milhares de empregos”, explicou o Salles.
A cultura do fumo emprega atualmente 12 mil pessoas. Nas fábricas de charuto, a mão de obra é feminina em sua maioria. No auge da produção, nas décadas de 1960 a 1980, a produção baiana chegava a 200 milhões de charutos por ano.
A Bahia exporta hoje 97% de sua produção de folhas de fumo, principalmente para países da Europa, como Holanda e Alemanha. No ano passado, de acordo com o IBGE, o estado produziu 6,1 mil toneladas de folhas de fumo, em uma área de 5,8 mil hectares, ocupando a 5ª posição no ranking do país, atrás de Alagoas, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O Brasil, além de ser o segundo maior produtor de tabaco do mundo, é o líder na exportação mundial do produto há 15 anos. Em média, 85% do fumo produzido no Brasil é destinado à exportação.
